quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Uma cidade sem controle de trânsito




Lendo o Jornal Diário de Pernambuco e às segundas feira o escritor Paulo Coelhos escreve sobre suas viagens ao exterior, e encontrei a seguinte observação que muito me chamou a atenção.
Na cidade de Drachten na Holanda os acidentes se sucediam com uma cosntancia impressionante. Então os governantes resolveram mudar o sistema de trânsito. Retiraram todos o semáforos e placas de trânsito, acabaram com as faixas divisórias das rodovias, criaram parques com fontes luminosas e aquáticas, para que os pedestres ao esperar para atravessar se abastecesse de paisagens lindas e aconchegantes.
Pois bem, com esse sistema os motoristas são os responsáveis pelo andamento do trânsito. Enfim, deles depende todo o funcionamento. Com isso, as pressas acabaram a solidariedade se instalou fortemente. Só pra se ter uma idéia, para entrar à esquerda ou direita depende exclusivamente deles.
Será que esse sistema funcionaria no Brasil? Tenho minhas dúvidas e você?

UBUTUM




Li num jornal uma história triste. Um antropólogo estava numa tribo na África fazendo um trabalho antropológico.
Ao terminar chegou o dia de retornar ao Brasil. Estava num local esperando o transporte que o levaria ao aeroporto. Como ainda ia demorar observou que na localidade existia muitas crianças. E resolver conversar com elas e também presenteá-las com bombons.
Comprou uma porção de doces e guloseimas na cidade. Amarrou um laço de fita e colocou debaixo de uma árvore. Combinou com as crianças que quando ele dissesse já, elas deveriam correr e pegar os bombons.
Avisou que iria dá o grito que deveriam posicionar-se no marco demarcatório. E disse: já!!!!!
As crianças posicionaram-se, deram-se as mãos e em fila dirigiram-se ao encontro dos doces. Chegando lá começaram a distribuir entre si os doces.
O antropólogo ficou admirado do comportamento das crianças e perguntou: por que elas não ficavam com todos os doces?  No entanto repartiram com todas.
Elas responderam; UBUTUM tio, como iríamos ficar com tudo se existia tantas crianças.
Ubutum significa: “Quem sou eu, porque somos todos nós”
Ele ficou desconcertado! Meses e meses trabalhando nisso, estudando a tribo, e ainda  não havia compreendido, de verdade, a essência daquele povo. Ou jamais teria proposto uma competição.
Como seria bom que no Brasil as pessoas conseguissem passar exemplos assim para nossas crianças.

Uma menina de rua que venceu




Ontem fui fazer um trabalho de macramê e não consegui acertar o ponto. Fiz esse curso há uns dois anos atrás. Moro perto da associação onde aprendi. E ontem era exatamente o dia das aluna e os trabalhos que estavam fazendo.
Uma senhora me chamou a atenção e fui perto dela ver o seu trabalho. Ela logo mostrou uma toalha linda, bordada de vagonite, logo lhe falei que fazia oitinho e se ela conhecia. Ficamos conversando. E ela começou a falar de sua vida e começou assim: Morei na rua do Recife. Meu pai me batia muito; perdi minha mãe com nove anos; minha madrinha me internou num colégio de freiras o Damas e lá aprendi todo tipo de bordado e pintura; na rua nunca fiz nada de errado, só morava por não ter para onde ir; casei e não fui muito feliz meu marido bebia demais, mas vivi até o fim; ele deixou o álcool e ficou quatro anos acamado e morreu.; tenho dois filhos um deles está preso por ter matado a mulher, pois a amava demais e descobriu a traição; eu bordava muito enxovaIs de bebê e fazia sempre à noite; tenho setenta e quatro anos e venho de um bairro longe estudar macramê etc etc.
Fiquei encantada com seu relato, sua vitória frente ao desprezo e a sua moradia na rua tendo sobrevivido. Isto me remete aos dias de hoje, pois as crianças que estão nas ruas poucas conseguem enveredar por caminhos retos. Talvez por não se encontrar com uma “madrinha” ou quem sabe o número é tão grande que preferimos de chamá-los de marginais e culpá-los pela situação em que vivem. Temos até a ousadia de sentir raiva e desprezo por eles.
Claro que os tempos mudaram e as famílias estão cada vez mais desestruradas. Jogam sua prole ao Léo e vão em busca dos prazeres e do modismo que invade a camada C.  é triste, mas é a grande realidade hoje.
Mas aquela mulher me impressionou e vou ma vezes visitá-la mesmo que na aula, mas vale a pena conversar com ela.

Importância dos números nas nossas vidas




Estava pensando com meus botões essa madrugada, aliás, esta não é a primeira vez. Então resolvi partilhar no recanto.
Tudo começa na concepção. Quando a mulher engravida começa contar o tempo, iniciando com o número de meses até chegar o nono. Dentro desse período vem às visitas ao obstetra que é agendado através de uma data e um horário marcado. Quando é Cesário, também exige um número que é a data da cirurgia e logo após os oito dias de licença do pai além dos quatro ou seis meses da mãe.
O bebê nasce e começa a contagem dos dias em seguida dos meses. Com isso vêm as mamadas que devem ser de três em três horas. A vacinação também é contada com dosagens aplicadas de acordo com o número de meses.
Ai vem o aniversário de um, dois etc etc,.  Aniversários que segue a data do nascimento. Aos dois vão já à escola maternal e acordam numa hora determinada para que os pais o deixem lá na escolinha. Em seguida a hora de pegá-los de volta. Ao crescer um pouco começa a conhecer a moeda vigente e entra definitivo no mundo dos números, claro também na escola que começa o número de séries a alcanças a cada ano. Nesse percurso tem as data das avaliações e junto a isso  as notas e as férias que também é contado os dias.
No final do ano vem o natal que é dia vinte e cinco que antecede o novo ano. E toda contagem acontece: é pagamento das matrículas, impostos, livros, viagens de férias e por ai vai. Chega fevereiro e vem o carnaval com seus três dias que alguns estados.  Logo após o carnaval na quarta feira de cinzas começa  a quaresma que significa quarenta dias. Vem o dias das mães segundo domingo de maio. Em seguida o período junino, principalmente no nordeste que também vira trinta dias de forró.
Enfim amigos é uma ladainha de números na nossa vida sem contar com os cartões de créditos e empréstimos consignados que está tirando o sono de muita gente.
Vou parar por aqui, sabemos que os números verdadeiramente nos seguem, queiramos ou não.

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Cultura no brasil



Para conseguir ascender culturalmente no nosso país, o esforço tem que ser imensurável. Fazer um mestrado ou doutorado, só um percentual mínimo consegue atingir.
Outro dia recebi um email sobre o deputado federal Tiririca. O referido texto colocava as vantagens econômicas que o deputado consegue mensalmente. Com uma riqueza de detalhes atingindo um contingente de duzentos e cinqüenta reais mensal. No final ele diz o seguinte: “eu não estudei e ganho tudo isso e tu abestado estuda pra que, vai ser político”.
Essa semana o ex presidente Lula da Silva veio a Pernambuco proferir uma palestra para empresários e recebeu para isso a ÍNFIMA quantia de trezentos e cinquenta mil reais. E como sabemos ele não estudou, não fez sequer uma graduação.
No entanto meu filho de trinta e dois anos, desde os quatro estuda sem parar, só esse ano conseguiu passar numa seleção de mestrado. E enquanto Lula estava proferindo sua palestra ele estava preparando uma capacitação de matemática para professores da rede de ensino do Recife com uma remuneração de cem reais a hora/aula. Veja quanta disparidade. Será que nossos jovens conseguem ter interesse para estudos?
Cultura no nosso país está cada vez mais complicado. 
Essa é uma análise de uma mãe que vê o seu filho lutamdopor uma cultura que eleva o torna ascendente sem ser na política.